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Dhutanga.org

3 / 13 · Alimento de esmolas

Comer apenas o alimento recebido na ronda de esmolas

Viver do alimento recolhido na ronda de esmolas, e não de convites ou de alimentos fornecidos à comunidade.

Autor
Equipe editorial do Dhutanga.org
Revisão
Revisão doutrinária pendente
Tradição
Theravada, com notas comparativas
Publicado em
Última revisão
Nome em páli
Piṇḍapātikaṅga
Grupo
Alimento de esmolas

Significado

Piṇḍapāta significa “queda de bocados (de alimento)” — a oferenda colocada na tigela. Quem come apenas alimento de esmolas depende dessa ronda diária, e não de refeições dadas por convite especial ou distribuídas ao Saṅgha.

Como é praticada

Todas as manhãs, o praticante caminha com atenção plena levando a tigela de esmolas, recebe em silêncio e sem pedir o que lhe é oferecido, e come do que recebeu.

Graus de rigor

Os graus diferem quanto a poder aceitar também alimentos trazidos depois — por exemplo, ao mosteiro ou no dia seguinte.

Benefícios descritos pela tradição

  • Humildade e confiança na generosidade dos outros
  • Uma oportunidade diária para os leigos praticarem a doação (dāna)
  • Liberdade de obrigações para com doadores específicos
  • Contenção do orgulho e da preguiça

Quando a prática é interrompida

A prática é interrompida quando o praticante aceita refeições por convite ou de distribuições comunitárias que o compromisso exclui.

Contexto atual

A ronda de esmolas continua sendo uma prática viva e visível na Tailândia, no Laos, no Camboja, em Mianmar e no Sri Lanka, e em alguns mosteiros ocidentais. Os visitantes podem oferecer alimento com respeito; a tigela não é uma tigela de mendigo — nada é pedido.

Todas as treze práticas

Fontes e leituras complementares

  1. The Path of Purification (Visuddhimagga — O Caminho da Purificação), capítulo II, trad. Bhikkhu Ñāṇamoli (abre um site externo)

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